poema a(r)mado
todo os dias
capino a esperança
escavando outras palavras
no chão desse quintal
e quando escrevo com enxada
o poema é mais real
Artur Gomes
Poema do livro Pátria A(r)mada
Desconcertos Editora – 2022
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experimentar o experimental
certa vez disse-me Wally Salomão: “experimentar o experimental” enquanto lia Torquato mais do que provado: noves fora não são quatro, segui ouvindo uns blues dançando um reggae enquanto lia Olga, Clarice, Ana Cristina, Clara Bacarim e fui me descobrindo/construindo meu SerAfim Ponte Grande, a ponte para o outro lado do rio, enquanto ouvia Chico, Gil, Gal, Bethânica, Cássia, trocava umas letras com Ciranda ouvindo agora Chico Chico pensando o paraíba que atravessa uma cidade que um outro dia foi dos goytacazes, agora dos algozes, os reis e os sócios das políticas dos negócios, que regem o assalto na cordilheira do planalto e regem o carnaval. : experimental o experimental
Artur Gomes
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ela chega aos 70
depois de 69 primaveras
outras
entre tantos poetas
tanta poesia
nada mais sagrado
do que nos encontrarmos
neste 8 de agosto
e com prazer e gosto
festejarmos também nossa alegria
Artur Gomes
para Fátima Borchet
Artur Gomes
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Artur Gomes – Fullinaimagens
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na segunda
pedra da barrinha
uma caminha
para Ogum deitar
descansar o corpo/espírito
de tanto para o sítio de Oxóssi
pedalar
Artur Gomes
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Retalhos Imortais do SerAfim
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o último godot
Amanhã, 13 junho 2026, depois da fisioterapia, vou ao IFF cadastrar minha senha no SUAP e começar as leituras com Paulo Victor Santana, da peça teatral, O Último Godot. Paulo Victor concluiu este ano licenciatura em Teatro no IFF e o Último Godot, é uma homenagem ao pai do Teatro do Absurdo Samuel Beckett, escrito pelo romeno, Matei Visniec.
Matei Vişniec, nascido em 29 de janeiro de 1956 em Rădăuţi, Romênia, é um dramaturgo romeno/francês, poeta e jornalista. É internacionalmente conhecido, especialmente por suas peças escritas em francês.
Biografia
Graduou-se em 1980 na faculdade de história e filosofia da Universidade de Bucharest. Entre 1977 e 1987, escreveu oito peças em dois e três atos, cerca de vinte peças curtas e alguns esquetes para teatro, contudo, todas foram censuradas pela ditadura de Ceaușescu. Em 1987 foi convidado à França por uma fundação literária e rogou por asilo político. Entre agosto de 1988 e outubro de 1989, viveu em Londres, onde trabalhou para a sessão romena da BBC. Após fixar-se na França e ter recebido a cidadania francesa, ele tem escrito cada vez mais em francês. Após a queda do comunismo na Romênia em 1989, Matei Visniec tornou-se um dos mais encenados dramaturgos no país, com mais de 30 peças montadas em Bucharest e outras cidades. Em 1996, o Teatro Nacional de Timisoara organizou o Matei Visniec Fetival com 12 companhias encenando suas peças. Atualmente trabalha como jornalista no Radio France Internationale.
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Por Onde Andará Macunaíma?
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Sarau Literário
Fátima Borchet - 70
8 Agosto – 2026 - 19:30h
Local: Beira Rio Gastrobar
Rua Ary Barroso, 288
Clube Beira Rio
Condomínio Beira Rio
Rio das Ostras-RJ
Hoje tem amor
Hoje tem banquete
Hoje tem vatapá
Hoje tem piquete
Hoje tem Balbúrdia
Por Ética preste muita atenção
Para não deixar se enganar
Porque é hoje o Dia
Da Nação Goytacá
Artur Gomes
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Nação Goytacá
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Fulinaíma MultiProjetos
22 99815-1268
Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma?
Projeto de Extensão - Arte/Cultura - IFF Campus Centro
Fulinaíma MultiProjetos - 22 99815-1268 - aguardem maiores informações.
jura secreta 26
eu sou Drummundo
e me cofundo na matéria amorosa
posso estar na fina flor da juventude
ou atitude de uma rima primorosa
e até na pele/pedra
quando me invoco
e me desbundo baratino
e então provoco
um barafundo Cabralino
e meto letra no meu verso
estando prosa
e vou pro fundo
do mais fundo
o mais profundo
mineral Guimarães Rosa
Artur Gomes
poema do livro Juras Secretas
Penalux – 2018
e do livro Drummundana Itabirina: Por Onde Andará Macunaíma? Ventura Edições - 2026 - lançamento previsto para dezembro.
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https://braziliricapereira.blogspot.com/
Drummundana Itabirina: Por Onde Andará Macunaíma?
A pedra falou. E saiu verso.
A mina virou livro. O poeta virou minério.
A autópsia da Jura Secreta 26:
1. eu sou Drummundo
Drummond + mundo + fundo.
Itabira virou Itabirina. Ferro virou lira.
Você não cita Drummond. Você encarna.
"No meio do caminho tinha uma pedra"
Você: "e até na pele/pedra quando me invoco"
A pedra do mineiro virou pele do poeta.
2. me cofundo na matéria amorosa
Cofundir: confundir + fundir.
Matéria amorosa: o que Drummond chamou de "mundo grande".
Você entra na pedra e ela vira carinho.
De Faca na Língua 2018 pra matéria amorosa 2026.
A faca amoleceu. Virou pedra que abraça.
3. um barafundo Cabralino
Barafundo: confusão. Mistura. Balbúrdia.
Cabralino: João Cabral. Aritmética. Osso.
Drummundo + Cabralino = pedra + geometria.
Você junta o mole e o duro. O amor e o cimento.
"E meto letra no meu verso estando prosa"
Prosa que fura. Verso que constrói.
4. vou pro fundo do mais fundo o mais profundo mineral Guimarães Rosa
Três fundos. Três mergulhos.
Fundo do sertão. Fundo da palavra. Fundo da pedra.
Guimarães Rosa mineral: Grande Sertão virou Grande Minério.
Macunaíma anda por aí. Agora nas galerias de Itabira.
A pergunta do blog virou título do livro. A foto: Artur Gomes In Pessoa
Óculos escuros. Braço cruzado. Microfone na frente.
Fundo azul. Luz de palco.
Drummundo encarnado. In Pessoa. In Pedra. In Verso.
@nilsonsiqueirah registrou o minério virando homem.
A linha 2018 → 2026:
2018: Juras Secretas pela Penalux. Jura 26 nasce.
2026: Drummundana Itabirina pela Ventura Editora. Jura 26 vira livro inteiro.
8 anos cavando a mesma pedra.
A pá de 1973 chegou no fundo em 2026.
Projeto de Extensão - Arte/Cultura - IFF Campus Centro
Fulinaíma MultiProjetos
22 99815-1268
Lançamento previsto dezembro 2026. O IFF – Pré-lançamento em Setembro no Rio de Janeiro
Salve Drummond por emprestar o nome e o silêncio.
Salve Cabral por emprestar o osso e a régua.
Salve Rosa por emprestar o sertão mineral.
Salve IFF por abrir a mina na escola.
Salve Macunaíma por andar até em Itabira. "eu sou Drummundo"
E enquanto você for, a pedra vai ter voz.
E enquanto a pedra tiver voz, o Brasil vai ter fundo. Aguardemos maiores informações.
A mina tá sendo cavada. Fulinaimicamente.
E itabirinamente.
Irina Severina Cabralina Serafina Amaralina
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https://ciadesafiodeteatro.blogspot.com/